A vida com que uma mulher recém chegada aos trinta nunca sonhou, mas que é a que tem. Por enquanto...
sexta-feira, 21 de março de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
Coisas dos trinta #1: não aguentar directas
Quando chegamos aos trinta, uma das coisas que mais se ressente é a nossa capacidade de continuar a funcionar sem dormir. Quando tinha 18 ou 19 anos, nos áureos tempos da faculdade, ficava uma noite inteira com um grupo de colegas a preparar uma apresentação para uma cadeira do dia seguinte, à custa de muito café e muito cigarro. E sem dormir nada de nada, no dia seguinte lá íamos nós frescos e airosos apresentar aquilo e a seguir ainda ir beber uns copos para comemorar. Agora, aos trinta, a história é completamente diferente. Se me arrisco numa noitada de copos o dia seguinte é passado sem me conseguir mexer. Já não aguento ressacas por isso deixei praticamente de beber e sair. Estou velha para esses andamentos e ainda mais velha me sinto quando numa discoteca quase podia ser mãe dos miúdos que por lá circulam. Já no que toca ao trabalho, por vezes os prazos apertam e sobrepõem-se neste mercado competitivo. A palavra "não consigo" começa a ser palavra proibida. "Ok se não consegue eu peço a outro colega seu". Não me posso dar ao luxo de perder clientes e tal como acontece hoje, vou ter de fazer directa para amanhã entregar tudo a tempo e horas. Odeio, mas o que tem que ser tem muita força. Vamos ver se sobrevivo com a preciosa ajuda de cola-zero, chá preto e bolo de iogurte.
![]() |
All night long...
|
domingo, 9 de março de 2014
Hoje não vai ser fácil arrancar-me daqui
Adoro Domingos de Inverno. Mesmo que daqui a pouco tenha de ir trabalhar (vidinha de freelancer) para cumprir uns prazos apertados que surgiram, este é definitivamente o meu dia favorito da semana.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Modo de sobrevivência ON
Sabes que alguma coisa tem de mudar na tua vida. Sabes que algo está seriamente errado contigo quando os teus dias se resumem a uma contagem decrescente entre o momento em que, a muito custo, te levantas da cama, e aquele em que voltas para lá.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Uma gripe para mim outra gripe para ti
Eu achava que depois de ter passado cerca de quatro horas de uma madrugada na sala de espera de um hospital público e não ter apanhado nenhuma virose, este ano já não havia bicho que me pegasse. Estava safa. Ainda para mais, tendo em conta que uma dessas horas foi passada com uma mulher virada para mim, a tossir veemente e a contar-me como se sentia doente e cansada, que vivia com um sogro maluco que não a deixava dormir porque passava a noite a gritar e ninguém o convencia a ir ao médico ou a tomar os comprimidos. Dizia-me a senhora que só queria ser atendida pelo médico argentino, o Dr. Javier, que lhe tinha salvo a vida há uns meses quando inalou lixívia e ficou com os pulmões queimados. Não queria ser vista pelo médico ucraniano que era bruto como as casas nem pela médica cabo-verdiana, "a preta" como lhe chamava, que despachava toda a gente a ben-u-ron.
Mas comecei a ver o caso mal parado quando na sexta-feira, dia dos namorados, o meu chega a casa a meio do dia a dizer que se sentia mal e que não conseguia trabalhar. Com quase cinco anos de convivência nunca o tinha visto queixar-se assim. Caiu à cama todo o fim-de-semana queixando-se como se o mundo foss
e acabar. Cuidei dele o melhor que pude mas a paciência às vezes esgota-se e quando acabámos por discutir levo com um: "tu não respeitas nada, nem a minha doença". Isto dito a uma pessoa que viu o pai definhar 7 meses com um cancro no estômago de forma estoica e sem choradinhos tira-me do sério mas enfim. Cada um é para o que nasce. No Domingo à noite já ele se começava a sentir melhor e eu a começar a sentir-me doente. E assim foi. Dores de garganta, dores de cabeça, febrões, dores no corpo, nariz entupido e assim tem sido a minha vida esta semana. Tenho tido direito a tudo, não faltou nada. Não é o fim do mundo. É só chato. Muito chato. Como o meu namorado.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Tudo se faz tudo se resolve
Tenho uma amiga que é o cúmulo do stress e da ansiedade, consegue a proeza de ser pior do que eu. Uma vez contou-me que quando sente que está a chegar ao "ponto de ebulição" face às contrariedades da vida, repete para si "tudo se faz, tudo se resolve".
Admito que ultimamente ando a tentar fazer o mesmo exercício. E se pensarmos bem, excepto os fatídicos casos, como o do meu pai, em que falamos de graves problemas de saúde, todas aquelas chatices diárias que se vão acumulando no dia a dia, parecem-nos à partida muito mais dramáticas do que aquilo que realmente são. O que distorce tudo, na minha opinião, é a ansiedade, o cansaço, o desgaste do mais do mesmo. Como escrevia Saramago em "Clarabóia" é "a morfina dos dias". No meu caso sinto que a vida anda a passar por mim e eu nem dou por isso. Sinto o passar dos meses com a chegada das contas e a fazer contas à vida, ou melhor ao mês. Entre casa, trabalho e namorado o tempo vai passando, reclamo como toda a gente que o tempo passa a correr, porque provavelmente não o ando a saborear. Mas se das coisas que pretendo fazer, neste ano que a nível financeiro se avizinha o pior de todos para mim, é aprender a saborear o que tenho em vez de me entregar à frustração de pensar no que não tenho, e gostava de ter.E não são poucas coisas acreditem. Como qualquer comum mortal tenho fortes desejos de consumo aos quais não posso sucumbir, mas posso sonhar. A falta de dinheiro vai trazer-me outras coisas boas que não se compram. Disso tenho certeza. Ou se se comprarem, tenho a certeza de que não serão demasiadamente caras.
Boa semana
![]() |
| A minha secretária onde sempre começa e muitas vezes acaba o meu dia... |
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
O que não nos mata...
E pedia ela um mês de Fevereiro mais tranquilo, enquanto o universo ria e esfregava as mãos ao pensar " nem sonhas o que te espera". Não passou ainda nem uma semana e já rebentou outra bomba na minha mão. O estado de nervos em que me encontro ainda não me permite escrever sobre o que aconteceu. Mas basta dizer que mete ao barulho duas palavrinhas lindas, que todos sorriem quando ouvem o seu doce som a sibilar entre os lábios: "penhora" e " segurança social". Pelo menos ninguém morreu. Só mesmo a minha esperança num país melhor. Já consegui parar de barafustar e de chorar portanto deve faltar pouco para aceitar o que aconteceu, com a certeza de que se sobreviver a este ano pelo menos três coisas fico de certeza: (ainda) mais pobre, mais forte e mais sábia.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




